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Francine Mendes: Entenda como câmbio mexe com o seu dinheiro e com os investimentos

O envolvimento com a moeda norte-americana vai muito além das viagens para o exterior
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Francine Mendes: Entenda como câmbio mexe com o seu dinheiro e com os investimentos
Apenas nos primeiros seis meses de 2021, o dólar acumulou queda de 4,1% em relação ao real e opera próximo da faixa dos R$ 5,00

Muito além daquela esperada viagem para o exterior, as variações do dólar influenciam diretamente a economia, o nosso dia a dia e também podem impactar os nossos investimentos. Por isso, neste conteúdo vamos falar de maneira simples e direta sobre os impactos da taxa de câmbio nas nossas vidas e como você pode ter investimentos atrelados à moeda norte-americana

Para entender as flutuações no preço do dólar, é preciso relacionar a taxa de câmbio com o restante da economia. As importações e exportações das empresas brasileiras, por exemplo, são negociadas na moeda norte-americana. Logo, uma empresa que exporta (vende) tende a se beneficiar quando o dólar sobe, já que passa a receber mais pelos seus produtos. 

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Vamos tomar como exemplo a Vale, uma das maiores exportadoras do minério brasileiro para outros países. O minério extraído no Brasil tem como principal mercado consumidor a China, mas esses negócios não são firmados em real ou em yuan (moeda chinesa). As transações têm como referência a cotação do dólar. No exemplo da Vale, a empresa é beneficiada por saltos na cotação da moeda oficial dos Estados Unidos. 

Apenas nos primeiros seis meses de 2021, o dólar acumulou queda de 4,1% em relação ao real e opera próximo da faixa dos R$ 5,00. Em 2020, no entanto, a moeda registrou valorização de quase 30%. 

Por outro lado, as empresas que importam (compram) produtos foram prejudicadas pela escalada do dólar no último ano. O varejo é um dos setores que, em geral, é impactado quando a moeda norte-americana dispara, já que o custo para comprar os mesmos produtos aumenta consideravelmente. 

Esse aumento do dólar é repassado para a economia, ou seja, os produtos que têm o seu preço de alguma forma atrelado ao dólar ficam mais caros quando a moeda sobe muito, favorecendo assim o aumento da inflação. 

Em resumo, a taxa de câmbio impacta as exportações, importações e os preços ao consumidor (inflação). 

Por que o dólar sobe e desce?

O dólar varia conforme a sua oferta e a demanda no Brasil. 

Todos os países têm um registro das vendas e compras realizadas ao exterior, conhecido como balança comercial. Se as empresas brasileiras estão vendendo mais para outros países (exportando), do que comprando (importando), há mais dólares entrando no país do que saindo. Já, se há mais compras de produtos do exterior do que vendas, há mais dólares saindo do país.

O raciocínio é o seguinte:

Mais dólares na economia a cotação tende a cair

Menos dólares na economia a cotação tende a subir

A relação entre entradas e saídas de dólares no país também é afetada pelo turismo. Se os brasileiros viajam mais ao exterior, há uma demanda por dólares que serão gastos em outros países e vice-versa: se mais turistas estrangeiros vêm ao Brasil, temos mais dólares entrando na economia. 

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Mas a entrada de dólares no país também acontece de outra forma: pelo mercado de capitais. Quando, por exemplo, os investidores estrangeiros compram ações de empresas negociadas na B3, há mais dólares entrando no país. Quando eles saem, registramos o movimento inverso. Nos primeiros seis meses de 2021, os investidores estrangeiros alocaram R$ 48 bilhões na B3, favorecendo, ao lado de outros fatores, o movimento de queda do dólar. 

Agora, imagine que para investir no mercado brasileiro o investidor avalie diferentes fatores, incluindo o cenário político. Logo, se o momento é de forte turbulência e incertezas, o investidor estrangeiro tende a vender os seus investimentos e sair do país. É por isso que vemos muitas notícias falando que o cenário político ajuda a subir – ou cair – a cotação do dólar. 

As perspectivas de crescimento da economia brasileira e a taxa de juros do país também são fatores que contribuem para aumentar o interesse do investidor estrangeiro no mercado nacional. 

Eu devo investir em dólar?

Sem dúvida, você deve investir em ativos que ofereçam exposição ao dólar norte-americano, mas lembre-se que a diversificação é a melhor amiga da mulher que lucra financeiramente. Isso quer dizer que você deve colocar apenas uma parte dos seus investimentos em ativos com exposição ao dólar, nunca todo o seu dinheiro. A diversificação tem o poder de proteger de riscos e nunca deve ser deixada de lado!

Há especialistas que recomendam colocar 20% da carteira de investimentos atrelados ao dólar. O percentual que você irá destinar para esses ativos é uma decisão pessoal e que, se fizer parte de uma estratégia de diversificação, pode ser até aumentado:

Como ter exposição a dólar na sua carteira:

  • Ações de empresas exportadoras: são beneficiadas diretamente pelo câmbio mais alto. Antes de investir, no entanto, avalie quais são as expectativas do mercado para aquela empresa. Procurar por relatórios das plataformas de investimentos (corretoras) pode ser uma boa opção para entender o que aquela companhia faz e como ela planeja crescer;
  • Fundos cambiais: são fundos de investimentos que mantém pelo menos 80% do seu patrimônio em ativos atrelados a moedas estrangeiras;

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  • BDRs: são ações de empresas estrangeiras, listadas em bolsas no exterior e negociadas no Brasil por meio de um certificado que representa essa ação. São comprados pelo homebroker, assim como as ações;
  • ETFs: são fundos de índices que também podem ser comprados na bolsa como se fossem uma ação. Na prática, os ETFs copiam a performance de um determinado índice de ações. Você pode, por exemplo, investir em um ETF que segue o S&P 500, o índice que reúne as 500 maiores empresas do mundo listadas nos Estados Unidos. O seu ETF terá um desempenho semelhante ao do índice.

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