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Não é só um comentário: Ju Ferraz fala sobre o body shaming nas redes sociais

Comum nas redes sociais, a prática é caracterizada pelo ato de ridicularizar ou zombar do corpo de alguém
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Juliana Ferraz: Nordestina, mãe, executiva e uma mulher livre
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Não é só um comentário: Ju Ferraz fala sobre o body shaming nas redes sociais

Você, com certeza, já ouviu falar sobre body shaming.

Se não sabe o que é, não tem problema, eu te explico: traduzindo para o português, body shaming significa “envergonhar o corpo”. O termo é usado para o ato de ridicularizar ou zombar do corpo de alguém. 

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Por mais que essa expressão seja relativamente nova em nosso vocabulário, as atitudes que levaram à criação dela não são. 

Quando pensei no assunto desse artigo, queria escrever sobre os ataques que a cantora Camila Cabello vem sofrendo em relação a sua forma física. Para muitos, ela estava acima do peso, o que gerou comentários desnecessários e excessivos sobre sua imagem, dizendo como ela deveria ou não parecer. O que eu não esperava, é que, infelizmente, isso sobraria para mim.

Na semana passada, fui invadida por uma nutricionista, que, de maneira agressiva e insensível, me ofereceu ajuda para emagrecer, por achar que eu estou muito gorda. Acabei demorando muito para colocar isso em pauta nas minhas redes sociais, porque eu sei como isso dói em mim e o quanto fiquei debilitada desde que tudo aconteceu. Mas, eu acho que tenho uma obrigação moral com outras mulheres, outros homens e, principalmente, com as novas gerações.

É louco ver como as pessoas não têm a menor vergonha em opinar sobre o corpo alheio. Não é só um comentário. São vários! Além de não serem pedidos, estão disfarçados com a falsa intenção de querer ajudar, mas na verdade só estão sendo feitos para te desmoralizar por sua aparência física. Esse tipo de comportamento só reforça a onda de hate massiva que tem rolado bastante nas redes. Por que nosso peso é tão importante para pessoas que nem nos conhece? E por que elas conseguem nos fazer sentir mal com a forma que somos?

É de extrema necessidade entender uma coisa muito importante: não existe o corpo perfeito! E mais, o tamanho do nosso corpo não nos define! O que nos define é nossa ética, nosso caráter, nossas atitudes, nossas contribuições, como tratamos o outro, como conduzimos nossa vida, como vemos o mundo e existimos nele, como nos comportamos, como impactamos o ambiente em que estamos inseridos e muito mais coisas do que só como parecemos por fora. Não somos corpos. Quantos padrões e verdades absolutas nos baseamos e acabamos por não perceber o quanto atingimos o próximo? O que é bom para nós, pode não ser e às vezes não é o melhor para o outro.

Falar sobre gordura, gordofobia, de corpo fora do padrão é uma luta. Para mim, é extremamente exaustivo dar satisfação de quem eu sou por conta do meu tamanho, e isso é muito triste, porque eu não acredito que a vida seja sobre isso. A vida é sobre impactar positivamente quem está ao seu redor, transformar a sociedade, em pensar em como fazer e ser seres humanos melhores, e entender o planeta de forma única. 

E AINDA: Corpo saudável tem manequim?

A sensação que tenho, mesmo depois de tudo o que vivemos e ainda estamos vivendo com a pandemia de Covid-19, é de que muita gente ainda não aprendeu importância de não julgar, não aprendeu a entender as escolhas alheias, e muito menos a parar de comparar sua vida com a dos outros, e a respeitar as pessoas como elas querem ser e são. Tudo o que fazemos e falamos, querendo ou não, tem um impacto na vida de outras pessoas. É preciso compreender que críticas são bem-vindas quando são construtivas, quando elas trazem uma reflexão que nos faz pensar em como melhorar e progredir.

Eu tenho plena noção do meu peso e não tenho vergonha disso. Já sofri muito até entender que meu corpo é do jeito que ele pode ser e que, no fim das contas, o que realmente importa – e deveria importar desde sempre – é minha saúde. Não deveríamos estar focando no tamanho do meu corpo ou em como a Camila Cabello ganhou peso. Essas questões, diante de tudo que acontece a todo momento ao nosso redor, são vazias e superficiais. 

O que quero dizer é que devemos nos importar e nos aprofundar em assuntos que realmente façam a diferença para nós como seres humanos, que nos evolua nesse planeta e, mais do que isso, como podemos fazer e deixar o bem.

Ju Ferraz é jornalista e diretora de novos negócios e relações públicas da Holding Clube

O conteúdo expresso nos artigos assinados são de responsabilidade exclusiva das autoras e podem não refletir a opinião da Elas Que Lucrem e de suas suas editoras

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