Como impulsionar a criatividade e inovar nos negócios

O portal Elas que Lucrem conversou com uma especialista do Sebrae para entender o melhor caminho para dar destaque ao seu empreendimento diante da alta concorrência
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Você tem um negócio ou sonha em ter um? Com a grande concorrência em quase todos os setores e o mercado cada vez mais competitivo, é preciso dar destaque ao seu empreendimento. Mas como fazer seu produto ser referência? O portal Elas que Lucrem conversou com uma especialista do Sebrae para entender o melhor caminho.

Primeiro, é preciso saber se você já identificou qual é o público que deseja atingir, quais os gostos, preferências, demandas e expectativas. Essas são questões fundamentais para montar ou renovar o seu modelo de negócio. Conhecer o perfil do seu cliente é tão importante quanto ter qualidade no seu produto.

A analista da Unidade de Relacionamento com o Cliente do Sebrae, Renata Malheiros, explica que ao contrário do que muita gente pensa, inovação não é algo restrito a grandes empresas ou que exija necessariamente o investimento de grandes quantias de dinheiro. Tampouco o conceito está restrito ao universo da tecnologia. “A prática da inovação em uma empresa pode estar na forma de atender os clientes ou na gestão do estoque, por exemplo”.

Ela destaca que as proprietárias de pequenos negócios precisam estar atentas ao que o cliente precisa. Esse é o norte. “As necessidades costumam ser perenes (se alimentar, se hospedar, se transportar). A forma como essas necessidades são supridas é que muda ao longo do tempo. Estar atenta a isso é a chave para começar a inovar”, diz ela que complementa: “para conhecer a fundo a necessidade dos clientes, é preciso conhecer bem o próprio negócio e a sua concorrência. Outro passo importante é se manter sempre atualizada sobre as novidades que chegam ao mercado”.

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Com a pandemia da Covid-19, milhares de empresas, especialmente nos segmentos de alimentação fora do lar e moda, inovaram seus modelos de negócio ao incorporarem meios digitais de atendimento e vendas. Uma pesquisa feita pelo Sebrae mostrou que, no último mês de fevereiro, 70% das micro e pequenas empresas já comercializam seus produtos e serviços pela internet. No começo da pandemia, essa proporção era de 60%.

“Também é preciso soltar a criatividade e não ter medo de ousar (correndo riscos calculados, claro!). Contar com equipes diversas de mulheres, homens, brancos, negros, pessoas com e sem deficiência aumenta o potencial criativo da empresa que, por sua vez, é a matéria prima para a inovação”, explica a analista do Sebrae.

O que é inovação

É importante destacar que invenção é diferente de inovação. A primeira é quando descobrimos algo novo, que pode ser relacionado a um produto ou serviço. Mas, não necessariamente toda invenção é uma inovação. 

No caso da inovação, é preciso gerar valor e atender a uma necessidade real. Por isso, para inovar, é necessário haver uma aplicação. Em modelos de negócios, por exemplo, uma inovação é uma ideia que foi implantada e pode ser explorada com sucesso. 

Como o conceito de inovação pode ajudar nos negócios?

Inovação é a mãe da competitividade das empresas. É dela que vem as mudanças que geralmente fazem os empresários aumentarem seus lucros. 

Ela pode acontecer no sistema de gestão da empresa, no desenvolvimento do produto ou serviço ou até na forma de atendimento ao público. 

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“A inovação pode contribuir para o aprimoramento do negócio, seja com a redução de custos, no aumento da receita ou na própria forma de gerir a empresa. É importante estar atento ao tripé diversidade – inovação – competitividade. Empresas com diversidade de pessoas tendem a ter mais espaço para ideias criativas. Essas, por sua vez, são o ingrediente para inovação e, consequentemente, para competitividade”, explica Renata Malheiros.

Existe algum método para que os empreendedores tenham mais criatividade?

Em seu livro “Arte e Ciência da Criatividade”, o autor George F. Kneller explica que as fases da criatividade podem ser divididas em cinco. São elas: primeira apreensão, preparação, incubação, iluminação e avaliação.

Primeira apreensão é a noção do que vai ser feito antes da real inspiração. Na segunda etapa, a preparação, é o momento da pesquisa sobre o assunto que pretende abordar apenas para referência, que deve ser colocada de lado no processo criativo para a libertação das ideias.

O período de incubação é quando o inconsciente entra em ação e a ideia ganha corpo, o que pode durar minutos, meses ou até anos. 

Na iluminação, o criador chega ao clímax do seu processo criativo e adquire o pensamento que completa a cadeia de ideias que foram estruturadas nas etapas anteriores.  Por fim,  a avaliação, última fase da criação, é omomento de distinguir o que é válido e o que não é, e também, de buscar uma segunda opinião sobre o possível resultado. 

Na prática, a criatividade é a capacidade que o empresário tem de criar novos conhecimentos, produtos ou soluções para o negócio.

Importante destacar que não é algo que deve ficar restrito à dona do negócio, por exemplo. Ao contrário. A capacidade de inovar e criar é infinitamente expandida no momento em que o gestor da empresa investe em um ambiente interno que estimula e acolhe a inovação, que pode vir de qualquer funcionário da empresa, inclusive dos iniciantes. 

“Esse estímulo a um ambiente criativo e inovador pode se dar de diferentes formas mas, acima de tudo, deve vir de um compromisso das lideranças com a diversidade e inclusão, para gerar na empresa um ambiente onde as ideias diferentes podem ser faladas sem medo de preconceitos ou retaliações. A criatividade é a chave para a inovação. Sem um ambiente em que os profissionais se sintam à vontade para propor caminhos diferentes do tradicional, dificilmente se alcançam as inovações”, explica a analista do Sebrae.

Para ela, existem outras ferramentas que também podem ajudar,  como modelos de premiações e promoções e até um sistema de compartilhamento dos lucros. O importante é que os funcionários se sintam motivados e confortáveis a pensar juntos na busca de novas soluções.

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