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Descubra o que as investidoras Camila Farani, Flávia Mello e Adriana Flores querem saber antes de apostar num negócio

Buscar o parceiro certo e provar a demanda são algumas das dicas das especialistas
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Buscar recursos é uma iniciativa necessária para a maior parte dos empreendedores que desejam crescer. No entanto, essa pode ser uma tarefa complicada, principalmente para as mulheres, já que as estatísticas não são muito animadoras no caso delas.

Levantamento realizado pela consultoria BCG em parceria com a Masschallenge, aceleradora global de startups, mostrou que empresas cofundadas por mulheres geram 10% a mais de renda num período de cinco anos em comparação a empreendimentos exclusivamente masculinos. Por outro lado, o volume de investimentos em negócios criados por elas, que já eram baixos, ficaram ainda menores durante a pandemia de Covid-19. 

OLHA SÓ: Grupo de investidoras-anjo autofinancia edtech liderada por elas mesmas

Em 2019, o total destinado a startups fundadas por mulheres na América Latina somou R$ 14 milhões. No ano seguinte, esse valor foi praticamente zero, segundo relatório da plataforma de dados de investimentos privados Crunchbase. Enquanto isso, os investimentos em empreendimentos do mesmo tipo comandos exclusivamente por homens cresceram levemente na região, passando de US$ 3,80 bilhões para US$ 3,83 bilhões.

Um investidor-anjo – ou investidora-anjo – pode ser a solução para empreendedoras que precisam de capital no início de suas operações. Essa pessoa faz aportes médios que variam de R$ 85 mil a R$ 129 mil, segundo relatório de 2019 da Anjos do Brasil, organização que fomenta a prática no país, e se torna sócia da empresa, apostando no sucesso sem, no entanto, assumir cargos internos. 

Pensando nisso, a EQL conversou com três investidoras-anjo para entender o que elas analisam na hora de escolher uma empresa para apostar. Veja, a seguir, o que  elas disseram: 

1. Entenda para quem pedir recursos

Executiva Flávia Mello já investiu em três novos empreendimentos por meio da rede Sororité (Foto: Divulgação)

Antes de tudo, é importante entender que investir em um novo empreendimento é considerado algo muito arriscado, principalmente nos estágios iniciais. “Se o seu negócio é só uma ideia, dificilmente um anjo vai entrar nela, já que a probabilidade de não dar certo é alta, ainda mais se ainda não estiver operacional”, explica a investidora Flávia Mello, da Sororité, grupo formado apenas por mulheres investidoras que apostam em empresas e startups 100% femininas. 

Os investidores-anjo normalmente procuram negócios que já possuem uma certa estrutura de funcionamento e estão em busca de crescimento. Flávia explica que há várias formas de captar recursos, mas primeiro é preciso entender em qual momento seu empreendimento está. 

“Para que não exista frustração ao longo do processo, faz mais sentido buscar suporte em uma rede de familiares e amigos que conhecem e acreditam na sua ideia do que gastar tempo e energia num lugar do qual não sairá nada.” Segundo ela, muitas empreendedoras usam de suas redes e comunidades para buscar financiamentos alternativos, como via crowdfunding (coletivos)

Outra dica de Flávia é buscar investidores com teses de investimentos que se encaixem no propósito do negócio. “Existem investidores-anjo de todos os tipos, que investem nos mais diversos tipos de empresas, e cada um deles tem suas próprias convicções. Acertar a  combinação entre o que um gosta de investir com o que o outro está construindo é metade do caminho andado”, comenta ela, que, pessoalmente, prefere negócios que propõem soluções inovadoras voltadas às mulheres. 

2. Prove que existe demanda para o que você está oferecendo

Um passo fundamental para conquistar um investimento é comprovar que existe demanda para aquilo que está sendo oferecido e que o seu modelo de negócio vai dar conta dessa necessidade. “É preciso refletir sobre que dor a empresa vai resolver. Não basta ter a ideia, é preciso entender se existem pessoas dispostas a pagar por ela”, afirma Adriana Flores, investidora-anjo da BR Angels, grupo formado por mais de 100 CEOs e empreendedores dispostos a investir. 

3. Demonstre a capacidade da sua equipe e a eficiência do seu planejamento

Adriana Flores, investidora-anjo pela rede BR Angels (Foto: Divulgação)

No que diz respeito às capacidades de aplicação das soluções propostas pelo novo negócio, Adriana Flores diz que os investidores precisam avaliar se o empreendimento é composto pelo time certo de pessoas, capazes de executar aquilo a que estão se propondo. “Empreender é prestar serviço, mas se o que você oferece ainda não está sendo bem aceito, é preciso entender e se adaptar. A resiliência na hora de estruturar um modelo de negócio é muito importante e a equipe precisa ter qualidade técnica e criativa”, explica 

Tanto Adriana quanto Flávia Mello, da Sororité, afirmam que ninguém faz nada sozinho e que as pessoas que acompanham os empreendedores são fundamentais para dar credibilidade ao potencial do negócio. 

Outro passo importante para conquistar o investimento é mostrar um planejamento consistente e contínuo dos rumos da empresa. “A empreendedora deve refletir sobre o que ela está propondo e como executar isso em um prazo médio. Não adianta criar uma empresa pensando só nos primeiros meses”, diz Adriana.

A dica da especialista, que prefere apostar em startups com  ideias promissoras, capacidades de aplicação em escala e de soluções digitais, é refletir sobre a sobrevivência do negócio nos primeiros 18 meses, abordando todos os custos, para entender quanto será necessário arrecadar para expandir o empreendimento. A partir disso – e das experiências adquiridas nesse período -, é possível entender com precisão o que será feito com os novos recursos.

4. Busque o smart money

Camila Farani, investidora e titular do programa “Shark Tank Brasil” (Foto: Divulgação)

9FEntender para quem você está pedindo dinheiro pode deixar a tarefa mais assertiva se considerarmos o investimento no sentido mais amplo da palavra. “Investidores com conhecimento e experiência, capazes de contribuir com habilidades na gestão de recursos financeiros, liderança e até nas vendas, é uma forma inteligente de ajudar a startup”, diz Camila Farani, investidora-anjo com cadeira titular no programa “Shark Tank Brasil”. 

Por isso, a investidora alerta que, antes de aceitar a ajuda de um parente ou amigo rico, é preciso avaliar bem o cenário. “Isso pode acabar resultando numa parceria pouco produtiva para o desenvolvimento do projeto ou até dificultar os processos, por mais que a intenção seja boa”, comenta. Ou seja, além de buscar investidores com teses compatíveis com seu negócio, é importante criar relações que possam agregar conhecimentos que ajudem no crescimento. 

“Várias empreendedoras vão preferir não ter interferência dos investidores e  tomar decisões de forma livre, mas perceberão que é importante ter com quem trocar experiências para abrir portas. Não é apenas ajuda financeira, é intelectual também”, completa Adriana Flores. 

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