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Semana de Moda da vida real: 5 dicas para se vestir bem sem gastar muito

Stylist Marcia Jorge explica que a moda pode ser vivida de forma estilosa - e acessível
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No Carrousel du Louvre, em Paris, grifes como Dior, Saint Laurent e Chanel desfilam suas apostas semestralmente desde 1973. No final de setembro, mais uma Semana de Moda de Paris, desta vez da temporada primavera/verão 2022, marcou a retomada dos desfiles presenciais, suspensos desde o início da pandemia de Covid-19. De maneira ainda mais intensa, o evento mobilizou o mundo da moda, ávido por acompanhar as passarelas ao vivo e em cores.

Nas redes sociais, o assunto também foi amplamente comentado, principalmente porque diversas celebridades brasileiras participaram do evento internacional. Taís Araújo, paramentada com um look Balmain em tom de verde, e Isis Valverde, que fez questão de prestigiar Dior, estão entre elas. As fotos das estrelas foram tão compartilhadas quanto os destaques do desfile, o que automaticamente aumentou o nível de influência. Para aquelas que gostam de moda, usar um look parecido com os apresentados nas passarelas pode soar mais como um sonho do que com a  vida real – afinal, esse é o objetivo das grandes marcas. Mas como se inspirar em grifes famosas sem gastar o salário do mês? 

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Para a stylist e consultora de imagem Marcia Jorge, esse é um questionamento mais simples do que parece: o segredo é olhar com carinho para si mesma – e para o seu guarda-roupa. “As mulheres começam a ver aqueles looks ultra-poderosos e travam. Mas, na realidade, elas deveriam fazer o caminho inverso”, diz. “Em vez de se fechar diante de uma nova proposta, elas precisam se abrir e descobrir como adaptar e colocar em prática o que já têm em casa, do jeito que mais as agrada.”

Embora Paris seja considerada a capital da moda, as mulheres brasileiras também se importam com o tema. Segundo uma pesquisa realizada pela alemã Statista em 2021, o Brasil é o 9o país do mundo entre os que mais gastam com roupas e acessórios, movimentando US$ 48 bilhões. Mas é preciso ter em mente que estilo não é algo que está intimamente ligado ao status luxuoso de uma peça. 

Confira, abaixo, 5 dicas de Marcia Jorge para fazer do dia a dia um desfile de moda exclusivo:

1. Veja o que você já tem no guarda-roupa

pexels - sartem-beliaikin

Da próxima vez, antes de assistir a um desfile, foque nas peças que já estão no seu guarda-roupa. Marcia propõe que as mulheres olhem para os looks da passarela com uma mente mais aberta para aquilo que elas já têm ou que podem adaptar.  “A Semana de Moda de Paris trouxe muitas leggings. Quem não tem uma calça dessas no armário?”, pergunta. E, para colocar a ideia da especialista em prática, nada de acumular roupas nas gavetas e nos cabides. Marcia diz que o ideal é que todas as peças fiquem à vista, para facilitar as combinações e dar uma melhor perspectiva do que realmente está faltando. “Um lenço pode servir de cachecol, cinto, blusa, enfeite de cabelo ou até de bolsa. É esse olhar que as mulheres precisam ter para o que já é delas.”

2. Fuja de tendências com prazo de validade

pexels-ron-lach

Apesar da tentação de comprar um vestido da última coleção, vale a pena pensar sobre a utilidade da peça no longo prazo. A melhor escolha é apostar em compras de aparência mais equilibrada. Ou seja: em vez de entrar de sola nas tendências, dê preferência para peças que tragam um toque de moda sem perder completamente a atemporalidade. Dessa forma, o item não ficará com uma aparência datada. “A moda trabalha com o desejo. Ela sempre vai mostrar o que as pessoas não têm”, explica Marcia.  “Em Paris, vimos que a tão falada saia midi deu lugar à minissaia. Espertas foram as que guardaram as suas de anos atrás.” E, caso a vontade de consumir seja muito grande, não é preciso comprar quatro itens com o mesmo design. Satisfaça-se com apenas um.

3. Conheça o seu estilo e corpo

pexels - john diez

Uma forma de deixar as compras mais inteligentes é o autoconhecimento. Para isso, a estilista recomenda que as mulheres busquem saber mais sobre seu estilo pessoal e seu corpo. Dessa maneira, ficará mais fácil decidir qual moda seguir e qual deixar passar, evitando compras por impulso e, consequentemente, arrependimentos. Essa dica se torna especialmente valiosa em casos de peças básicas ou de itens considerados “obrigatórios” em um guarda-roupa. “As pessoas dizem que ter uma camisa branca é essencial. Não necessariamente. Muitas mulheres não combinam e não gostam desse estilo, então para elas seria uma compra ruim.” Portanto, o “básico” depende do estilo individual de cada mulher. 

4. Saiba comprar – ou alugar – as roupas certas

pexels - polina tankilevitch

Com seu estilo pessoal em mente, é hora de fazer as compras. Para isso, a especialista diz que não é necessário buscar a loja mais cara do bairro. Os grandes magazines ou redes de varejo, por exemplo, são uma boa pedida para quem quer ter um custo-benefício interessante. Marcia conta que o segredo para comprar nesse tipo de loja é prestar atenção ao tecido e caimento. “Sempre experimente as roupas no provador e dê preferência para aquelas que não precisam de nenhum ajuste no tamanho ou comprimento”, diz. Já na internet, vale ficar de olho nas próprias medidas e nos recursos disponibilizados pela marca, como os provadores virtuais. Outra opção interessante são as plataformas de aluguel. “A 

Ralph Lauren já possui uma ferramenta para alugar algumas das suas peças. É uma opção que vale muito a pena para quem quer vestir algo da grife apenas numa ocasião especial”, explica.  

5. Calcule o preço real da roupa

pexels - liza summer

Nem sempre o valor alto da etiqueta simboliza que uma peça é cara. Assim como nem todos os itens em promoção saem baratos. Não entendeu? Funciona assim: para saber o preço real de um item, divida o seu valor pela quantidade de vezes que você imagina que vai usá-lo. Essa conta resulta no preço por uso. “Um sapato preto de marca usado três vezes na semana por dois anos consecutivos é um item barato. Caro é aquela viseira neon usada só no Carnaval”, explica a estilista. Assim, nem toda peça “cara” é uma escolha ruim  – basta que ela cumpra a necessidade da consumidora.

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