BC eleva Selic em 0,75% e abandona “normalização parcial”

Banco anunciou intenção de dar sequência ao aperto monetário com nova alta de mesma magnitude
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O Banco Central promoveu a terceira alta consecutiva de 0,75% da taxa básica de juros hoje (16), levando a Selic a 4,25%, e anunciou a intenção de dar sequência ao aperto monetário com uma nova alta de pelo menos a mesma magnitude em sua próxima reunião.

Em comunicado, o BC também abandonou o uso da linguagem “normalização parcial” para se referir ao atual ciclo de alta de juros, explicitando que pretende levar a Selic para patamar considerado neutro.

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“Neste momento, o cenário básico do Copom indica ser apropriada a normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro. Esse ajuste é necessário para mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação”, disse o Comitê de Política Monetária (Copom) em nota.

“O Comitê enfatiza, novamente, que não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação.”

A alta da Selic veio em linha com a expectativa consensual de economistas consultados em pesquisa da Reuters e ocorre em meio a uma inflação corrente persistente que tem contaminado as expectativas dos analistas para 2022. A pesquisa mostrou que os economistas também esperavam uma indicação de que o aperto monetário seria maior à frente.

Desde março, quando deu início ao atual ciclo de alta dos juros, o BC vinha afirmando que estava promovendo um processo de normalização parcial do estímulo monetário. O termo indicava a intenção de aumentar a Selic mas sem eliminar o estímulo à economia, mantendo o juro básico abaixo do patamar considerado neutro –em torno de 6,5%, segundo cenário citado recentemente pelo próprio BC. Essa comunicação foi agora alterada.

O BC disse, ainda, que antevê outro ajuste de 0,75% na taxa Selic, frisando que “uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários”.

(com Reuters)

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