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Dólar tem queda após dados de inflação dos EUA

Conjuntura política brasileira continua afligindo alguns investidores
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O dólar devolveu ganhos registrados nos primeiros minutos de pregão e passava a cair ligeiramente em relação ao real hoje (14), na esteira de dados mais fracos do que o esperado sobre inflação norte-americana, embora a conjuntura política doméstica continuasse afligindo alguns investidores.

Às 10h15, o dólar recuava 0,10%, a R$ 5,2182 na venda, enquanto o contrato mais líquido de dólar futuro caía 0,11%, a R$ 5,2285.

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A divisa norte-americana deu início ao movimento de desvalorização instantes depois das 9h30, quando o Departamento do Trabalho norte-americano informou que o núcleo dos preços ao consumidor nos Estados Unidos subiu no ritmo mais lento em seis meses em agosto, sugerindo que a inflação provavelmente atingiu seu pico.

O dado, mais fraco do que o esperado, dá suporte à visão do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, de que a inflação na maior economia do mundo é transitória, favorecendo argumentos a favor de paciência na redução de estímulos pelo banco central norte-americano.

“A surpresa foi pequena, mas acomodou um pouco a inflação implícita na curva (de juros) americana e na curva nominal…”, escreveu em post no Twitter Arthur Lula Mota, de estratégia e pesquisa macro no BTG Pactual Digital. “O dólar global também perdeu força.”

No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas caía 0,30%, a 92,346.

“O fato é que o dólar tem estado fraco no mundo por causa da política monetária norte-americana”, disse à Reuters Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama Investimentos. “Ao mesmo tempo, estamos num movimento de alta da taxa Selic e isso deve se manter, o que acaba sendo bom para o real sob a ótica do diferencial de taxas.”

Com expectativa de que o patamar dos juros básicos brasileiros fique bem acima dos níveis vistos em economias avançadas, o mercado de renda fixa doméstico tende a ficar mais atraente para o investidor estrangeiro, o que, por sua vez, pode elevar o ingresso de dólares no país. O mercado passou a ver a taxa básica de juros a 8% ao final deste ano e de 2022, segundo a pesquisa semanal Focus do Banco Central.

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No entanto, disse Espirito Santo, o pano de fundo local segue oferecendo incertezas em várias frentes, principalmente nas searas política e fiscal. “Ano que vem é ano eleitoral, um especialmente complicado. O país está muito rachado, e, historicamente, em anos eleitorais, o dólar sobe.”

Para o economista, o patamar atual do dólar, entre R$ 5,20 e R$ 5,30, é um “número razoável” para o momento presente, mas a divisa pode buscar os R$ 5,50 no ano que vem, em meio ainda a dúvidas sobre como será resolvida a conta de precatórios para 2022 e como caminhará a agenda de reformas do governo.

“A volatilidade está abrindo, e mercado e incerteza não combinam”, completou.

No radar dos mercados nesta terça-feira também estava a notícia de que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o BC provavelmente terá que atuar no câmbio por conta de demanda associada ao desmonte do overhedge (proteção cambial adicional dos bancos) no final do ano.

Na véspera, a moeda norte-americana spot caiu 0,84%, a R$ 5,2236 na venda.

(Com Reuters)

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