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Ibovespa titubeia com queda de Vale e Petrobras

Agentes financeiros permanecem atentos ao que acontece em Brasília e repercutem dados de preços ao consumidor dos EUA
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O Ibovespa não mostrava tendência definida hoje (14), enfraquecido pelo declínio de Vale e Petrobras, com agentes financeiros ainda atentos a Brasília, mas também repercutindo dados de preços ao consumidor dos Estados Unidos.

Às 12h01, o Ibovespa caía 0,08%, a 116.311,62 pontos. O volume financeiro somava R$ 9 bilhões.

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Após fechar acima dos 116 mil pontos na véspera, análise técnica do Itaú BBA destacou que o Ibovespa abriu espaço para continuar o movimento de recuperação em busca das regiões em 118.600 e 121.300 pontos.

De acordo com os analistas Fábio Perina e Larissa Nappo, porém, o momento de cautela persiste no curto prazo. “O risco de mais quedas ainda permanece”, afirmaram em relatório a clientes nesta terça-feira.

A manutenção da trégua no cenário político-institucional evitava novos ajustes relevantes, embora um rol de incertezas permaneça, e comentários do presidente da Câmara dos Deputados envolvendo a Petrobras adicionaram certo ruído.

Na véspera, no Twitter, Arthur Lira afirmou que a companhia “deve ser lembrada: os brasileiros são os seus acionistas”.

“Tudo caro: gasolina, diesel, gás de cozinha. O que a Petrobras tem a ver com isso? Amanhã, a partir das 9h, o plenário vira Comissão Geral para questionar o peso dos preços da empresa no bolso de todos nós”, escreveu Lira na rede social.

O presidente da estatal, general Joaquim Silva e Luna, está participando nesta terça-feira da Comissão Geral na Câmara, onde afirmou que, em momento de preços altos de combustíveis e crise energética, o Brasil pode, sim, contar com a Petrobras e que a nação ganha quando a companhia paga dividendos e tributos.

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Wall Street, por sua vez, mostrava fraqueza, mesmo após dados sugerindo que a inflação ao consumidor nos EUA atingiu seu pico, com atenções também voltadas pra um possível aumento nos impostos a empresas.

Destaques

  • PETROBRAS PN caía 1,6%, apesar da alta dos preços do petróleo no exterior –embora as cotações da commodity tenham se afastado das máximas. Investidores acompanham a participação do CEO da companhia em comissão da Câmara dos Deputados, principalmente após declarações do presidente da Casa sobre o papel da companhia na alta dos preços de combustíveis.
  • VALE ON recuava 1,4%, na esteira de novo declínio dos preços do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia do Ibovespa, CSN ON tinha o pior desempenho, com queda de 2%.
  • MÉLIUZ ON valorizava-se 7,9%, no quarto pregão seguido de valorização, tendo de pano de fundo desdobramento de ações e uma forte queda desde as máximas registradas em julho. No ano, porém, a ação ainda acumula alta de quase 190%.
  • ENEVA ON avançava 3,2%, endossada por relatório do Itaú BBA elevando a recomendação dos papéis para “outperform” e citando que a ação é o melhor veículo para enfrentar a severa crise hídrica no país.

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  • BANCO INTER PN e BANCO INTER UNIT valorizavam-se 2,6% e 2,8%, respectivamente, mais uma vez entre os destaques positivos do Ibovespa, descolando do sinal negativo de bancos de varejo, com ITAÚ UNIBANCO PN cedendo 0,3% e BRADESCO PN caindo 0,4%.

(Com Reuters)

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