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Dólar fecha em baixa após intervenção do Banco Central

Moeda norte-americana finalizou o dia a R$ 5,508, queda de 0,55%
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O dólar fechou em baixa hoje (13), a primeira significativa em mais de dez dias, sendo puxado de máximas acima de R$ 5,57 por uma intervenção surpresa do Banco Central no mercado de câmbio quando o real liderava as perdas entre os pares globais.

Ainda assim, a cotação encerrou acima da linha psicológica de R$ 5,50, tida como um termômetro de maior aversão a risco depois de eventos recentes que catapultaram a moeda acima desse patamar.

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Profissionais não souberam apontar uma razão específica para a performance isoladamente mais fraca do real durante parte da sessão, mas lembraram que a moeda está numa espiral de pessimismo que fez mesmo especuladores estrangeiros virarem de mão e passarem a apostar contra.

O risco interno ligado à política fiscal, o cenário de inflação bastante pressionada e a derrocada nas projeções de crescimento para 2022, ano eleitoral, compõem um quadro negativo para a taxa de câmbio num momento em que a possibilidade de aperto monetário nos EUA e problemas na China causam chacoalhões nos mercados emergentes.

O dólar à vista caiu 0,55%, a R$ 5,508 na venda, maior desvalorização percentual diária desde o dia 1º deste mês (-1,47%).

Pouco antes das 15h, a moeda havia batido a máxima da sessão – de R$ 5,5743, alta de 0,65%. Foi quando o Banco Central anunciou um leilão de contratos de swap cambial tradicional – cuja colocação funciona como uma venda de dólares no mercado de dólar futuro.

O mercado repercutiu imediatamente e fez uma liquidação de dólares, levando a moeda à mínima intradiária de R$ 5,4997, queda de 0,70%.

Segundo um analista de câmbio de um banco estrangeiro, a queda livre do dólar na sequência se deveu ao “efeito surpresa” da operação e ao lote maior de swaps, o que acabou pegando o mercado no contrapé e forçou uma virada de mão dos “comprados” em dólar (que apostam na apreciação da divisa).

O volume de swaps colocado nesta quarta-feira foi o dobro do vendido na última vez que o BC recorreu a esse instrumento de forma extraordinária, em 30 de setembro.

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O anúncio do leilão ocorreu num dia em que o real estava visível e negativamente descolado de seus pares. No pior momento da sessão, a moeda brasileira era a de desempenho mais fraco numa curta lista de três divisas que caíam frente ao dólar. Os demais 30 principais pares da moeda norte-americana se valorizavam ou mostravam estabilidade.

O leilão sem aviso desta quarta se soma às ofertas líquidas e às operações de rolagem que a autarquia vem realizando nos últimos dias como forma de prover liquidez ao mercado num momento de forte demanda por dólar – relacionada ao desmonte de proteções cambiais pelos bancos (“overhedge”) e ao fim do ano, quando aumentam as remessas de lucros e dividendos.

Roberto Serra, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, comentou sobre uma tendência de venda de reais que tem se retroalimentado e pontuou que, por ora, o BC conseguiu quebrar essa sistemática.

“O BC quebrou essa dinâmica pelo menos por hoje, mas o mercado tem na memória de curto prazo esse ‘trade’ de desempenho fraco do real. A questão é se esse ‘price action’ (reação de preço) vai se equilibrar.”

Serra chamou atenção para o fato de o real sofrer com maior debilidade mesmo com o aumento dos retornos oferecidos pelos contratos de renda fixa na moeda brasileira –devido à alta dos juros. A Selic, taxa básica de juros do Brasil, saiu de 2% em março para 6,25% neste momento e deve seguir em alta para cerca de 9%, estimam alguns no mercado.

“O problema é que quando você vê o ‘carry’ ajustado pela ‘vol’ (volatilidade), você desanima”, disse.

Enquanto a taxa embutida em contratos de real para um ano está em torno de 8,3% ao ano (nominal), a volatilidade anualizada para o mesmo período está em 17,4%, abaixo apenas da atribuída à lira turca.

(Com Reuters)

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