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Descubra quem são as únicas quatro mulheres a conquistarem o EGOT até hoje

Sigla é uma referência aos prêmios Emmy, Grammy, Oscar e Tony, os maiores do entretenimento nos Estados Unidos
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A indústria norte-americana do entretenimento é marcada por premiações lendárias. As mais tradicionais delas são agrupadas numa única sigla – EGOT, que engloba Emmy, Grammy, Oscar e Tony, condecorações dadas aos melhores profissionais da televisão, música, cinema e teatro, respectivamente. 

As cerimônias, sempre cheias de pompa e circunstância, são realizadas anualmente e esperadas com ansiedade, movimentando semanas antes as apostas e palpites sobre os vencedores. 

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Quanto mais versáteis, mais chances os artistas têm de ter seu nome reconhecido por essas iniciativas. No entanto, deixar o nome registrado em todas elas não é tarefa fácil. 

ENTENDA CADA PRÊMIO

A principal premiação de Hollywood, o Oscar, escolhe seus vencedores por um processo de votação da Academia, um grupo de jornalistas especializados, profissionais já premiados em edições anteriores e pessoas da área indicadas por outros dois membros. Acredita-se que, atualmente, esse contingente seja de, aproximadamente, 8.500 jurados, mas nem todos votam em todas as categorias. Alguns deles participam apenas das escolhas relacionadas às suas áreas de especialização. Apenas as categorias Melhor Filme e Melhor Filme Internacional são abertas a todos os membros.  

Já o Grammy, maior premiação mundial da indústria fonográfica, tem um júri ainda maior, a Recording Academy, com 12 mil integrantes. A associação reúne músicos, produtores, engenheiros de som, compositores e técnicos do universo musical que tenham participado de, pelo menos, seis obras comerciais no mercado norte-americano. 

Assim como a Recording Academy, o Emmy possui um corpo de jurados das mesmas proporções, reunidos na Academia de Televisão, Artes e Ciências dos Estados Unidos. Nela estão profissionais que trabalham ou trabalharam em programas televisivos do país, como atores e atrizes, músicos, fotógrafos, escritores, etc. Divididos por áreas, eles selecionam cinco indicados para concorrer à categoria à qual pertencem. Depois, todos votam para escolher os vencedores.

O Tony, dedicado às produções teatrais da Broadway, foi criado em 1947 pela American Theatre Wing e é, atualmente, organizado em conjunto com a Broadway League. O nome do prêmio é uma homenagem à diretora e produtora teatral Antoinette Perry, a Tony, que ajudou a fundar a American Theatre Wing em prol da educação teatral. 

As indicações ocorrem por meio do Comitê de Indicação, um grupo com integrantes com mandatos de três anos escolhido pelo Comitê de Administração do Tony Awards. O número de indicadores pode variar entre 15 e 51. Já o comitê administrativo é formado por 24 pessoas, escolhidas pelas associações organizadoras. 

Os vencedores são escolhidos pelo voto dos conselhos da Actors’ Equity Association, The Dramatists Guild, Artistas Cênicos Unidos, Sociedade de Diretores de Palco e Coreógrafos, além de 75 conselheiros eleitos pela Wing. Dessa forma, o júri é bem mais restrito do que nas outras premiações, não passando de 900 pessoas ligadas à indústria do teatro. 

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CONHEÇA AS VENCEDORAS DO EGOT

Até hoje, apenas um seleto grupo de 19 artistas conquistou os quatro prêmios. Desse número, apenas quatro são mulheres. Veja, a seguir, quem são elas.

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Helen Hayes em cena do filme “Adeus às Armas” (Foto: Reprodução)

Helen Hayes

Nascida em 1900, a atriz acumula mais de nove prêmios e 15 indicações durante sua trajetória, encerrada em 1993, quando faleceu de insuficiência cardíaca. Em 1932, Helen ganhou o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em “The Sin of Madelon Claudet”, no qual viveu a protagonista Madelon Claudet. Quinze anos depois, levou o Tony de Melhor Atriz pela peça “Happy Birthday”, na qual interpretou Addie Bemis, uma bibliotecária tímida que se apaixona por um caixa de banco. Em 1953, conquistou o Emmy de Melhor Atriz por sua atuação na série dramática “Schlitz Playhouse of Stars”, na qual dava vida a uma mulher de meia idade que inicia um romance com um piloto de corrida. Em 1958, outro Tony, desta vez como Melhor Atriz na produção “Time Remembered”, na qual interpretava a Duquesa, uma aristocrata francesa. Os anos 1970 trouxeram outras duas consagrações à estrela: o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Airport”, em 1971, e o Grammy por “Great American Documents”, considerado o Melhor Álbum de Palavras Faladas, trabalho no qual as letras são apenas faladas, em 1977.

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Rita Moreno, atriz, cantora e produtora porto-riquenha e vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Amor, Sublime Amor” (foto: Reprodução Netflix)

Rita Moreno

Aos 89 anos, a atriz, cantora e produtora porto-riquenha continua na ativa, atuando na série “One Day at a Time”, na qual interpreta Lydia Riera. Em 1962, aos 31 anos, levou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel de Anita no clássico “Amor, Sublime Amor”. Uma década mais tarde, Rita ganhou um Grammy na categoria Melhor Álbum Infantil por “The Electric Company”, onde cantava encenando o papel de Pandora, a pequena garota, e Millie, a ajudante. Em 1975, mais uma consagração: o Tony de Melhor Atriz Coadjuvante em “The Ritz”. Os anos 1970 ainda reservaram dois Emmy para a estrela: Melhor Atriz Coadjuvante em Programas de Variedades por “O Show Dos Muppets”, no qual a atriz interpretava ela mesma, e Melhor Atriz em Séries, em 1978, por “The Rockford Files”, show no qual vivia a prostituta, Rita.

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Audrey Hepburn, atriz belga e vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “A Princesa e o Plebeu” (Foto: Reprodução)

Audrey Hepburn

Audrey Hepburn é uma atriz belga que se destacou por seu grande talento e elegância. Protagonista do clássico “Bonequinha de Luxo”, desenvolveu uma carreira emblemática e se dedicou a trabalhos humanitários até falecer, em 1993, aos 64 anos. Em 1964, aos 32 anos, levou o Oscar de Melhor Atriz por “A Princesa e o Plebeu”, filme de William Wyler no qual interpretou Ann, uma princesa que se apaixona por um repórter. No mesmo ano, ganhou o Tony de Melhor Atriz por sua atuação na peça “Ondine”. Em 1993, outros dois prêmios: um Emmy de Melhor Performance em Programa Informativo por “Gardens of the World”, no qual apresentava alguns dos jardins mais bonitos do mundo, e o Troféu Jean Hersholt, concedido durante a premiação do Oscar por seu trabalho humanitário. No ano seguinte, Audrey completou o EGOT com o Grammy de Melhor Álbum de Palavras Faladas para Crianças por “Audrey Hepburn’s Enchanted Tales”.

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Whoopi Goldberg, atriz e produtora norte-americana e vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Ghost” (Foto: Reprodução)

Whoopi Goldberg

A atriz e produtora norte-americana de 65 anos foi a primeira afro-descendente a conquistar os quatro maiores prêmios do entretenimento nos Estados Unidos. Aos 31 anos, ganhou um Grammy de Melhor Gravação de Comédia por “Whoopi Goldberg: Original Broadway Show”, álbum de stand up. Cinco anos mais tarde, encantou as plateias do mundo todo com “Ghost”, pelo qual levou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por interpretar a cartomante trapaceira que se envolve num romance além da vida. Em 2002, Whoopi ganhou o Emmy de Melhor Programa Especial por “Beyond Tara: The Extraordinary Life of Hattie McDaniel”, um documentário narrado por ela sobre a vida de Hattie McDaniel, primeira afro-americana a ganhar o Oscar, e o Tony na categoria Melhor Musical por “Thoroughly Modern Millie”. Por fim, a estrela ainda recebeu, em 2009, o Daytime Emmy de Melhor Apresentadora de Talk Show por seu trabalho em “The View”. 

EGOT honorárias

Duas estrelas – Barbra Streisand e Liza Minnelli – são consideradas integrantes honorárias do EGOT. Apesar de terem conquistado os quatro prêmios, alguns deles pertenciam a categorias não competitivas, por isso elas não são oficialmente “vencedoras” do EGOT.

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Barbra Streisand, atriz e cantora norte-americana e vencedora e vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Funny Girl” (Foto Reprodução)

Barbra Streisand

A atriz e cantora norte-americana conquistou diversos prêmios ao longo de sua longa carreira. Também ganhou destaque por sua atuação musical, que inclui 15 Grammy, entre eles, Álbum do Ano por “The Barbra Streisand Album”, em 1963; Música do Ano por “Love Theme From A Star Is Born”, em 1977; e Lenda do Grammy, em 1992. Barbra também levou três Emmy entre 1995 e 2001, sendo dois deles por “The Concert” – Melhor Programa de Variedades e Musical e Melhor Performance em Programa  de Variedades e Musical. O terceiro foi na categoria Melhor Programa de Variedades e Musical por “Timeless”. Dois Oscar e um Tony completam o portfólio de premiações da estrela: os primeiros por  “Funny Girl”, em 1969, de Melhor Atriz, e “Nasce uma Estrela”, em 1977, por Melhor Canção Original. Já o Tony, um dos prêmios não competitivos de Barbra, a nomeou Estrela da Década em 1970.

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Liza Minnelli, atriz e cantora norte-americana e vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Cabaret” (Foto: Reprodução)

Liza Minnelli

A norte-americana, filha da grande Judy Garland, teve grande sucesso como atriz e cantora ao longo de uma carreira que já dura seis décadas. O primeiro reconhecimento veio com o Tony de Melhor Atriz pela montagem “Flora, a Ameaça Vermelha”, em 1965, quando tinha apenas 19 anos. Em 1973, levou o Oscar de Melhor Atriz por “Cabaret”, um de seus principais sucessos, e o Emmy na categoria Melhor Programa de Variedade por “Liza with a Z”. Cinco anos depois, foi considerada a Melhor Atriz na premiação do Tony pela peça “O Ato”. Seus dois Grammy são prêmios não competitivos: o Grammy Living Legend, em 1990, e o Hall da Fama, em 2008. Para completar, Liza tem um Tony, recebido em 2009 na categoria Melhor Evento Teatral Especial por “Liza Está no Palace!”.

Carol Proença é estudante de economia e especialista de investimentos certificada

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